O preço do imóvel é só o começo da conta. Em Belo Horizonte, quem compra precisa reservar, em média, de 4% a 5% do valor do imóvel para os custos de transferência. Este guia explica cada um deles, com exemplos.
ITBI — Imposto de Transmissão de Bens Imóveis
O ITBI é o imposto municipal pago pelo comprador para transferir a propriedade. Em Belo Horizonte, a alíquota de referência é de 3% sobre o valor do imóvel (a Prefeitura usa o maior valor entre o preço declarado e a avaliação do município). Ele é pago antes do registro — sem a guia quitada, o cartório não registra a compra.
Escritura e registro
Os emolumentos de cartório em Minas Gerais seguem uma tabela estadual por faixa de valor. Na prática, escritura + registro somam em torno de 1,5% do valor do imóvel para a maioria das faixas. Compras financiadas dispensam a escritura pública: o próprio contrato de financiamento tem força de escritura, e paga-se apenas o registro dele.
Custos extras no financiamento
- Taxa de avaliação do imóvel: o banco cobra pela vistoria e avaliação (valor fixo, varia por banco).
- Seguros obrigatórios (MIP e DFI): embutidos na parcela mensal do financiamento.
- Alguns bancos permitem financiar parte do ITBI e das custas — pergunte na simulação.
Exemplo prático
Num apartamento de R$ 500.000 em Belo Horizonte:
| Item | Estimativa |
|---|---|
| ITBI (3%) | R$ 15.000 |
| Escritura + registro (~1,5%) | R$ 7.500 |
| Total além do imóvel | ~R$ 22.500 (4,5%) |
Ou seja: para comprar um imóvel de R$ 500 mil com entrada de 20%, prepare cerca de R$ 122.500 (R$ 100.000 de entrada + R$ 22.500 de custos).
Os percentuais acima são referências para planejamento. Alíquotas e tabelas de emolumentos mudam — confirme os valores vigentes na Prefeitura de BH e no cartório antes de fechar. Na dúvida, me chame: eu acompanho essa conta com você em cada proposta.